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domingo, 10 de abril de 2011

Maria pintadinha

Maricota andou dodói. Sete dias doente, dos quais cinco com febre. Chegou a 39,8ºC.

Começou com uma febre que foi subindo e subindo. Dois dias com Maria no colo ou dormindo ou ambos. Tylenol e banho morno. No terceiro dia, médico. Luzinha na orelha, palito na garganta, coco mole, picada no braço, xixi na bolsinha. Tylenol, banho morno e um bebê molenga. Quarto dia, médico e “diagnóstico" de virose. Quinto dia, picada e xixi no saquinho: sorologia de dengue. Mais luzinha na orelha e palito na garganta. Um bebê apavorado cada vez que via uma maca. Sexto dia, médico, luzinha e palito: muitas pintinhas nas costas e na barriga. Depois no rosto e nos braços, textura de casca de laranja. Febre baixinha e coco mole. Bebê irritadiço, chorão, agarrado na mãe. Cama de mãe a noite toda. Sétimo dia, pintinhas nas coxas e nenhuma febre: sorologia de dengue negativa. Bebê muito irritado. Oitavo dia, sem febre, pintinhas nos tornozelos e batatinhas da perna. Sorrisos, bom humor e várias sonequinhas. Dorme em paz agorinha, pesando 700 gramas a menos que há uma semana.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fralda-surpresa!


Então abro sua fralda para a troca e, em meio a tudo aquilo, vários papeizinhos azul Royal gravados com minúsculas letrinhas pretas. Não me detive a examinar o texto, a fim de investigar a origem...
Filhos nos fazem conviver com o cocô de maneira fraternal: fungadas no bumbum do bebê para detectar odores suspeitos; recuperar bolinhas que saem rolando numa ou noutra troca de fraldas e sim, minha gente, pescar a merda com as mãos quando relaxam demais na hora do banho e resolvem se aliviar ali mesmo. Fora o monitoramento constante de assiduidade e textura. A merda é todo um universo do bem-estar do bebê.
E sobre sentir-se bem, Maria tem seus caprichos. Jamais faz cocô em fralda encharcada de xixi. Costumo ter sempre um pacote de fraldas baratas, pra serem usadas por 15 ou 20 minutos entre as 7 e 8 horas da manhã. Uma por dia. Basta trocar a fralda da madrugada e Maria pensa: “banheiro limpo, aqui vou eu”.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dentinhos, noite de chororô e estatísticas de crescimento

Hoje fomos à pediatra, depois de uma noite cheia de chororô pelos dentinhos. Quase não dormimos. Passamos longos minutos abraçadinhas e em certo momento ela abocanhou minha bochecha e ficou assim, sem morder e sem largar, aliviando suas gengivinhas. Mamou no peito, coisa que já não vinha fazendo. Estava toda carente. Hoje de manhã não queria mamar de jeito nenhum. Comeu banana.
A pediatra  fez o check-up e tudo está ótimo. Maria está com 7 meses completos hoje, 71,5cm, 7,7Kg. Sentando, rolando, tentando engatinhar, gritando.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

De volta ao trabalho


Junho passou tão rápido que mal me dei conta. Voltei ao trabalho e isso faz com que meu tempo livre (livre?) se restrinja a minutos. Há dias mais tranquilos e dias que enlouqueço. Mas entre uns e outros, chega a noite, Maria dorme e eu não duro quase nada mais acordada. A rotina começa um pouco antes das 6h e só termina perto das 9h da noite, depois de eu ajeitar suas coisas do dia seguinte e deixar o almoço pronto. Parece que minhas pilhas se esgotam e não suporto mais os olhos abertos.


Maria segue sua rotina impecável de sono. Às 7h da noite começa a esfregar seus olhinhos e a dar uns resmungos. Esse é o sinal de que basta mamar para dormir. Ela não acorda mais a noite, salvo excessões.

Há duas semanas começou a tomar suco pela manhã e a comer papinha de fruta a tarde. O primeiro suco foi laranja lima e a primeira fruta maçã cozida. Tudo muito bom. Neste fim de semana começamos com o almoço de papinha salgada. Ela começa bem e no terceiro bocado reclama. Então sigo os conselhos da minha mãe: dois bocados de sopinha, um bocado de frutas... mais dois de sopinha e assim até acabar. Hoje a papa foi de mandioquinha, jiló, abóbora e chicória. Ela amou. Faço cara de entusiasmo enquanto dou as colheradas, partindo do pressuposto de que como não conhece nada ela gosta de tudo. Já experimentou banana maçã, pêra (a preferida), mamão, melancia, cenoura, beterraba, batata, abobrinha.

Ela fez 5 meses. Há 15 dias foi à pediatra e pesava 6,6Kg. Estava com 67,5cm. Ela é comprida, está usando macacão tamanho grande mas mesmo assim alguns ficam “pula brejo”.

Minha pérola


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Maria Eduarda e a memória de Deus

Li que até os 6 meses a memória do bebê serve basicamente para reconhecer pessoas. Pois Maria Eduarda já (re)conhece Deus.

Todas as noites, abraçadinhas em nosso ritual pré-sono, enquanto Maria mama, começo: “Papai do céu, obrigada pelo dia que tive hoje...”. Vou vocalizando no lugar dela, como se fosse ela a agradecer “obrigada pela minha mamãe, pelo meu papai e pela felicidade de nossa família...”

Isso acontece dessa forma desde que ela tinha umas duas semanas de vida, “obrigada pela minha vovó Ira, pelo vovô Cide, pela vovó Ana...” ...vamos até agradecer a pessoa que nos ajuda na limpeza toda semana, culminamos com o Pai nosso. Pedimos por todas as crianças e por uma boa noite de sono.

Bom, no princípio ela mamava enquanto eu orava sozinha por ela. Há um mês eu começava sozinha e no meio ela parava de mamar e ficava me observando firmemente. Mas agora ela já reconhece Deus. Enquanto mama, inicio “Papai do céu, obrigada...”. Isso basta para ela deixar de mamar, abrir amplo sorriso olhando-me nos olhos ...e acompanhar-me assim até o final.

sábado, 29 de maio de 2010

Aninhada no pai

Maria está lá em nossa cama, aninhada no pai. Todas as manhãs ela vai pra nossa cama depois do resmunguinho habitual. Esta manhã levei-a para lá, ela mamou, ajeitou-se formosa no meu travesseiro e dormiu. Mãe perdeu o lugar.

Fiquei me lembrando de quando eu era criança, nos fins de semana na casa dos meus avós, me deitava entre eles todas as manhãs. Então minha vó se levantava para fazer o café da manhã e eu ficava com meu vô Lins, deitadinha. Era uma delícia.

Em casa também era assim. Sempre que podia me enfiava na cama dos meus pais. Depois minha mãe também ia preparar o café e eu aproveitava mais uns minutos de papai.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mãe com sono

E então é assim: chega a noite, Maria dorme e eu não duro nada acordada depois disso. Não são nem 8 da noite e me sinto detonada.

Desde que nasceu, Maria já me premiou umas quatro noites com sono ininterrupto. Mas em geral ela ainda mama por volta das 4 horas da manhã e desperta com toda energia por volta das 6. Um pouco antes às vezes. Hoje de manhã acordei desejando firmemente dormir uma noite completinha e acordar quando meu sono acabasse.

Mas não posso me queixar, Maria Eduarda é boa menina. A impressão que me dá é que a cada mês acontece um upgrade. Aprende coisas novas e se comporta dentro de padrões mais previsíveis. Já conheço como ela dá uns resmungos e passa a mão no rostinho quando quer tirar uma soneca. Então basta dar um abracinho e colocá-la no berço. À noite é pontual como uma inglesa. Dá umas 7 horas e vai acabando suas pilhas. Quando acorda pela manhã não chora, apenas resmunga, chamando.

Esta semana ela tomou o reforço da vacina tetra, rotavirus e polio. Uma noite de febre e duas crises de choro. Já me parece bem.

Cumpriu 4 meses no dia 21 e há dez dias passou pela pediatra. Estava com 65 cm e pesando 6,160Kg.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Maria perigosa e rabo de girino

Maria ostenta novo look!

Desde que nasceu, Maria tem muito e longo cabelo. Passeou com a juba intacta nos dois primeiros meses, mas há uns 20 dias começaram a cair muitos fios. Cairam tanto que na frente mostra entradas como as do Mikey. Na parte de trás, bem no centro, uma faixa horizontal de careca. E logo abaixo, na nuquinha, havia um tucho de cabelo de uns 6 centímetros de comprimento. Um penteado meio Chitãozinho e Xororó nos velhos tempos. Pois ontem resolvemos cortar aquele rabo de girino, pra ficar proporcional à meia careca. O cabelinho da nuca agora tem 2 centímetros. Os novos fios que estão aparecendo são mais claros. Um castanhinho meio louro-vermelho.

Maria está saudável, ativa. Sustenta muito bem seu pescocinho, me dá alguns sustos sobre o trocador e derruba diversas coisas que hoje, definitivamente, foram tiradas de cima dele. Hoje enquanto eu colocava suas roupas ela foi “empurrando-se” com os pezinhos e quando me dei conta sua cabeça estava pra lá da beirada, a ponto de despencar. Ela está perigosa! Não confio mais em deixá-la no meio da minha cama sem supervisão, pois ela vira como um ponteiro de relógio. Sozinha agora apenas no berço ou no chiqueirinho. O bebê conforto está ficando pequeno. Suas pernas pendem pra fora.

Há 12 dias fomos à pediatra. Media 63,5cm e pesava 5,5kg. No próximo mês começará a comer frutinhas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Amamentação, mamadeira e chupetas

Estimo que contribuo com uns 20% da alimentação de Maria. O restante é suprido pela Nestlé.

Quinta passada fomos à pediatra. Maria está na média de peso para sua idade e acima da média da altura. Então está magra. Então deve mamar mais!

Desde que nasceu dou seu complemento com a ajuda de uma sonda e, quando há algumas semanas começamos com a mamadeira, ela a princípio não gostou do bico. Estou acostumando-a desde então a mamar na mamadeira uma ou duas vezes ao dia. Comecei a introduzir a mamadeira já pensando que daqui a 3 semanas ela iniciará no berçário e não haverá outra forma.

Hoje estávamos mamando felizes na mamadeira quando ela abriu o berreiro. Achei que alguma coisa estava doendo, haviam lágrimas. Coloquei no peito e ela seguiu sua mamada satisfeita. Troquei o bico da mamadeira pela sonda e ela tomou a metade do leite que faltava.

O mesmo acontece com a chupeta. Quando ela chupa todos os dedos, a mão inteira, não me importo. Mas quando ela insiste no dedão eu insisto na chupeta... ela fica irritada com a troca e despreza a chupeta. Até comprei um outro modelo, simétrico. Nada.


 
Pois quis saber qual era o lance do dedão e coloquei o meu na minha boca. Delícia. Encaixe perfeito. Por que não inventam uma chupeta em forma de dedão?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amamentação, o prazer depois do calvário


Desde o primeiro dia em casa Maria dorme em seu quarto. Depois de nosso ritual de todas as noites, de beijinhos e de abracinhos de boa noite, coloco-a levemente desperta em seu bercinho. Ela chupa uns dedos, às vezes fala umas coisinhas, fica em transe e dorme sozinha. Acho positivo que seja assim pois tento educá-la para ser independente. Mas é verdade que me dá uma sensação de perda perceber que ela não precisa de mim para dormir. De novo um problema mais meu que dela.

Hoje fizemos nossa primeira sessão de massagem, com óleo mineral. Deitei-a peladinha numa fralda e nunca pensei que ela gostaria tanto. Ficou cheia de sorrisos e percebi que foi todo um êxito. Durou uns 7 minutos.

Ando meio preocupada com essa coisa de chupar os dedos. Maria não gosta da chupeta. Tentei. De uns dias pra cá ficou mais intensa essa coisa de sugar as mãos. Acordo no meio da noite ao som do “chup chup”. Vou para o quarto dela e dou de mamar com ela dormindo.

Amamentar tem sido muito bom. Não li muito a respeito da amamentação quando estava grávida. Acreditava que o bebê nascia, bastava colocá-lo no seio e o leite desceria dali a poucas horas, numa experiência de puro prazer. Tudo lindo e poético, como nessas fotos de revista. Pois o que ninguém conta é que no início a amamentação é um martírio. Nos primeiros dias minha vontade era pegar uma carona num cometa e desaparecer, com os peitos em chamas. Maria tem uma sugada forte, que chamo carinhosamente de “martelada”. Pois assim era: a cada mamada sentia que martelavam meus mamilos. Ficaram tão sensíveis que parecia que explodiriam a qualquer momento. No dia em que a pele saiu (e Maria engoliu), brotaram lágrimas dos meus olhos. Pomada, leite, banho de sol. Tudo paliativo. O que cura mesmo é mamar e mamar, até formar uma pele de couro de jacaré em substituição à pele perdida. Foram uns 12 dias de calvário.

Não tenho tanto leite quanto gostaria e isso foi (ainda é?) motivo de frustração nas primeiras semanas. Tomei de tudo: plasil, cerveja preta, canjica, canja de galinha, chá de erva doce, água inglesa, mil copos de água. Maria começa a mamada a todo vapor e dalí a uns 5 ou dez minutos, começa a dar tapinhas e soquinhos no meu peito, desesperada por mais leite. Complemento suas mamadas com Nan e com o auxílio de uma sonda no canto de sua boca. Maria continua sua mamada. Nem percebe o artifício.

sábado, 27 de março de 2010

Maria, mamãe também é gente!


Maria está toda uma moça. Esta semana resistiu lindamente à febre pós vacinas. Ainda que em alguns momentos fez charme para ganhar afagos, pareceu-me bem-humorada. Dormiu um monte. Quando ela dorme muito sinto saudades. Vou beijá-la na cama.

Nossos dias são sempre parecidos. Estamos seguindo uma rotina há mais de um mês e já colhemos alguns frutos: ela dorme sempre pouco antes das 8 horas da noite, depois do banho, da mamada e do Pai Nosso. Só acorda 7 horas depois, para mamar. Depois dorme novamente até às 6 horas. Acorda cheia de energia. Então venho para a sala com ela, dou de mamar, falamos, brincamos, tomo meu café, dou seu banho, saimos passear de carrinho e por aí vai. Quando são 9 horas da manhã a minha sensação é que o dia já está velho.

Assustador pensar que março está acabando. Não fossem os desfiles das escolas de samba nas mamadas da madrugada, diria que fevereiro não existiu. Em menos de dois meses volto a trabalhar. Sinto falta do trabalho. Na verdade já me sinto dividida. Esta semana passei a noite sonhando com alunos e aulas. Acordei preocupada sobre como lidar com Maria depois do retorno. Sentirei culpa?

Sempre li sobre a culpa que sentem as mães. E também sobre outras culpas que colocam sobre elas. Inevitável sentir culpa. A primeira foi quando me dei conta de que teria que complementar as mamadas com leite artificial. Já outra noite fui a uma aula de hidroginástica e não a vi adormecer. Morri de culpa (talvez ela nem tenha notado minha ausência, mas eu senti a dela).

Às vezes a culpa vem quando me sinto muito cansada, o que me gera algum mal humor. Vem também quando me pergunto: “e eu?”, pois me sinto egoísta. Outro dia olhei pra ela e disse: “Maria, mamãe também é gente!”. As prioridades são todas dela. A fome dela vem primeiro, o sono dela vem primeiro, o cocô dela vem primeiro (o de hoje no meio do banho, com Eduardo acudindo a nós duas). Mas Maria está sim uma moça. Calma e viva. A cada dia é melhor. A cada dia nos conhecemos mais.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vida com um bebê de 5 semanas


Esta semana cheguei a um estado de cansaço em que todo o meu corpo dói e meus olhos querem fechar sozinhos. Minha casa não está necessariamente limpa e organizada. Faxineira doente e noites mal dormidas. Não consigo atender às demandas sociais; responder e-mails, dar um telefonema, encontrar pessoas, dar atenção aos amigos. Acho que estou num momento de recolhimento. Quando dormirei uma noite completa e acordarei suavemente depois das 6h?

Maria está um encanto. Começou há uns dez dias com tímido sorriso em retribuição ao meu. Agora retribuimos os sorrisos dela, a cada dia menos desajeitados. Ainda não acontecem a todo momento, mas são cheio de charme. Ela está com um mês e uma semana. Pesando quase um saco de arroz, o que deixa meus braços bambos.

Sempre pensei que mães que diziam que o dia passava e praticamente não iam além de cuidar do bebê, eram pessoas desorganizadas. Neste pouco tempo já pude comprovar todas as verdades que eu acreditava mito: que os bebês crescem vertigionosamente e perdem roupas muito rápido; que sujam fraldas na mesma intensidade com que mamam; que o dia voa e praticamente dou de mamar, conversamos e brincamos um pouco, faço seu asseio (e o meu também) e cozinho. As orientações que recebo sugerem que devo dormir ou descansar sempre que ela dorme. Quase impossível! Sempre tenho assuntos a tratar e tarefas domésticas... minhas tentativas de soneca são quase sempre frustradas.

Ainda estamos nos conhecendo e muitas vezes peno. Fome, dor de barriga, cansaço, carência, manha? Quinta passada estávamos num congestionamento horroroso e era quase hora de ela mamar. Começou um chorinho que foi se intensificando. Os carros não saíam do lugar e os berros e as lágrimas se potencializaram tanto, que viraram engasgos. Me pus a chorar também, dando seta para enfiar-me na primeira rua em que pudesse estacionar. Consegui depois de alguns minutos de angústia. Amamentei por 20 minutos, até ela dormir, exausta.

Maria já reconhece minha voz. Reconhece a música de um brinquedo que a faz dormir e gosta de acompanhar seu móbile com os olhos. Está bochechuda e sua pele está mais lisinha, sem as espinhinhas das primeiras semanas. Adora dormir de barriga para baixo.

Maria é linda... Carregamos o bebê por 9 preciosos meses, e quando nasce tem a boquinha do pai. E a orelha do pai. E os olhos. Até as sobrancelhas.